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Livro: Cem sonetos de amor
Ano: 1959
Páginas: 124
Editora: L&PM
Gênero: Poesia
Autor: Pablo Neruda
Tradução: Carlos Nejar

Quando penso em Neruda, o romantismo e o encanto pelo cotidiano me vêm à cabeça. Desde adolescente, quando tive o primeiro contato com o autor, me encantei pela maneira simples, mas totalmente apaixonada, com a qual ele descrevia a vida e seus amores.

Em “Cem sonetos de amor”, livro dedicado para sua mulher Matilde Urrutia, Neruda escreve sobre a manhã, o meio-dia, a tarde e a noite, detalhando uma paixão tão intensa, tão verdadeira que finalizei a leitura com vontade de ser Matilde, por um dia ou por uma vida inteira.

Poeta da América Latina, nascido no Chile, ganhou notoriedade – e voz- no mundo inteiro. Neruda acreditava e defendia que a poesia deveria ser lida por todos. Escrevia sobre assuntos transcendentais de uma maneira livre e intimista, quase exclusiva, por isso, desperta em seus leitores a conexão intrínseca com a vida, a morte e o amor, expressados com clareza e profundidade, tornando impossível não ter vontade de ler e reler todos os seus versos.

A cada estrofe lida dos Cem sonetos de amor, sentimos a fascinação do poeta por todas as coisas da vida, quando descreve a ligação de Matilde com a terra, nos ligamos a ela, quando diz “tu és pão de cada dia para minha alma” ou ainda “eu te amo para começar a amar-te” sentimos o calor de cada palavra.

Neruda tinha uma maneira incansável, ao mesmo tempo leve e intensa, de exprimir o universal, fazendo-nos crer, realmente, que todos merecemos doses de poesia em nosso dia a dia. Porém, sua poesia não se limitava ao romântico.   Após ser preso, perseguido por questões políticas e por lutar contra o fascismo, vemos a importância social imbuída em cada texto, além de todo o esforço para que pudéssemos entender a poesia de uma maneira diferente e, assim, começar a nos compreender.

Em Cem sonetos de amor, vemos que cada palavra está no seu lugar, vemos a maestria ao lidar com ideias e espaços, tudo isso para falar do amor. Como o próprio Neruda diz: “com muita humildade”. Humildes ou não, os sonetos, em sua força e presença, são responsáveis, até hoje, por comoverem pessoas no mundo inteiro.


“Meu amor tem duas vidas para amar-te.

Por isso te amo quando não te amo

e por isso te amo quando te amo.”


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3 comentários em “RESENHA: “Cem sonetos de amor”, de Pablo Neruda

  1. Bom texto. Sobre Neruda, é bom experimentar, beber suas palavras, e aí perguntar a si mesmo, por que não escrevi isso? Está aqui, na minha cabeça! Neruda é isso, é o que está à nossa frente, mas sem a alma de um grande poeta, que é Neruda, não conseguimos enxergar.

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