Resenha

[RESENHA] “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë

Livro: Jane Eyre
Autora: Charlotte Brontë
Ano: 1847 | Edição no Brasil: 2018
Páginas: 536
Editora: Zahar
Gênero: Romance
Tradução: Adriana Lisboa

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Em seu mais famoso livro, a mais velha das irmãs Brontë, Charlotte, escreveu um romance de formação com nuances góticas e vitorianas. A trama segue atual, sem deixar uma rota de fuga, dando-nos apenas a opção de apreciar cada detalhe de Jane Eyre. O clima de constante indignação durante toda a obra é a essência de Charlotte, que expõe questões de religiosidade, classes sociais e sexualidade, principalmente no cerne do espaço da mulher em sociedade.

Jane Eyre, uma criança órfã, desde que nasceu percorreu o caminho mais laborioso da vida, sofreu na casa da tia, onde viveu na infância e, ao ser mandada para a escola de Lowood, sofreu humilhações e dolorosas perdas. Após anos, conseguiu se tornar professora, saiu em busca de emprego e foi escolhida para ocupar o cargo de governanta em Thornfield Hall, a enorme propriedade de Mr. Rochester, seu patrão e, indubitavelmente, seu amor.

Sagaz, decidida e totalmente a frente do seu tempo, Jane Eyre foi uma personagem que abriu portas de inspiração para o debate da liberdade feminina na literatura e, consequentemente, na sociedade. Mesmo sendo cristã com valores tradicionais, ela se impôs contra a sociedade patriarcal, correu riscos, mas lutou para jamais perder a sua liberdade e, principalmente, a tranquilidade com a própria consciência.

Jane é, ao mesmo tempo, a representação da mulher que caminha se desvencilhando, aos trôpegos, das amarras sociais e limitadoras, e da mulher com um atrativo indomável, quase selvagem, da beleza pura do ser feminino. O mundo a quer puxar para baixo, mas Jane luta, e nos contempla quando mostra sua força, que a faz lutar pelo direito de amar e pelo direito de viver em plenitude. Sem exigir nada a mais, mas, igualmente, sem nada a menos do que lutou para merecer.

Nota: 5/5

“Os preconceitos, todos sabem, são mais difíceis de erradicar do coração cujo solo nunca foi resolvido nem fecundado pela educação. Eles se enraízam ali, firmes como ervas daninhas no meio das pedras”.

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