Livro: A Amiga Genial
Autora: Elena Ferrante
Ano: 2011 | Edição no Brasil: 2015
Páginas: 336
Editora: Biblioteca azul
Gênero: Romance
Tradução: Maurício Santana Dias

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O primeiro romance da tetralogia napolitana imerge à história de amizade de duas mulheres, Elena Greco (Lenú) e Rafaella Cerullo (Lila). A narração é iniciada em meados da década de 1950. O período do pós-guerra, a dominância da máfia na Itália, o machismo e a pobreza, formam o plano de fundo tecido magistralmente pela escritora.

Lenú começa a contar a história após receber um telefonema de Rino, filho de Lila, preocupado com o desaparecimento da mãe. Ela havia cumprido a promessa de sumir, não morrer, mas desintegrar-se, Lila já não existe e fez questão de apagar o seu passado para que ninguém jamais pudesse encontrá-la.

Nesse contexto, Lenu, já com mais de 60 anos, vai contra o desejo da amiga de sumir, e resolve eternizá-la, voltando ao âmago de suas primeiras memórias inicia sua narrativa com a intenção de reviver Lila. A amiga genial é um livro que divide opiniões, mas que une no cerne da escrita de Ferrante, suas palavras nos despertam diferentes emoções ao vermos a relação conflituosa das amigas.

Ao contrário da ausência da identidade da escritora, suas personagens são quase palpáveis, a construção detalhada e tão bem trabalhada nos deixa a sensação de que Lenu, Lila e todos os outros realmente existem. Por essa e outras tantas características me senti ligada emocionalmente ao livro, senti raiva, emoção, tensão, ansiedade. As palavras da escritora nos guiam por um caminho sem volta, a conexão com a história, que saltam um degrau além da ficção.

O conselho mais direto que posso dar sobre Ferrante é que você se deleite com suas palavras, já que apenas falar de seus textos seria como tentar domar a grandiosidade existente, precisamos ler Elena Ferrante, mais do que entender, precisamos sentir para sermos capazes de não reduzi-la.

Nota: 5

“Logo precisei admitir que as coisas que eu fazia sozinha não eram capazes de disparar meu coração, só aquilo que Lila tocava se tornava importante. Se ela se distanciava, se sua voz se afastava das coisas, estas se cobriam de manchas, de poeira”.

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3 comentários em “[RESENHA] “A Amiga Genial”, de Elena Ferrante

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