Livro: Lolita
Autor: Vladimir Nabokov
Ano: 1955 | Edição Brasileira: 2011
Páginas: 392
Editora: Alfaguara
Gênero: Romance
Tradução: Sergio Flaksman

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Ao narrar um caso de pedofilia, adornado de amor, paixão, obsessão e destruição, o autor deixa a certeza de que falar de Lolita não é fácil.

O livro não é pornográfico, nem obsceno. Temos Humbert Humbert, que narra como conseguiu viver a paixão intensa que sentia por Dolores Haze, Lolita, uma menina de 12 anos que perdeu a mãe e ficou sob responsabilidade dele. A menina, em sua ingenuidade, se torna uma perfeita ninfeta. Humbert a sexualiza em todos os seus atos.

Existem dois filmes baseados no livro, o primeiro lançado em 1962 e o segundo em 1998. O primeiro, dirigido pelo Kubrick, é carregado por algo que chega a beirar o cômico, o segundo, dirigido por Adrian Lyne, tenta, a todo instante, nos mostrar uma Lolita sensual e erótica, o que fomentou a discussão sobre a romantização da obra.

O simbolismo do livro é marcante. Humbert é extremamente refinado, percebemos isso em sua narração, mas ele não se abstém de pincelar tons de vulgaridade, nos aproximando dos fatos.

O livro não foi considerado um dos melhores do século XX à toa. Ao nos apresentar H. H. como um homem que fez tudo por amor, justificando seus atos na paixão, Nabokov torna o leitor um cúmplice, que acompanha a vida e a existência de Lolita pela única e exclusiva visão de Humbert. Todas as características dela podem, realmente, ser de existência ‘real’, mas que só vieram às claras graças a observação apaixonada e obsessiva do narrador, por isso, jamais saberemos se podemos ou não, em algum momento, confiar nele.

“Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura, calçando uma única meia soquete. Ela Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.”

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