Resenha

[RESENHA] “Canção de Ninar”, de Leïla Slimani

Livro: Canção de Ninar

Autora: Leila Slimani

Ano: 2018

Páginas: 192

Editora: Planeta/Tusquets

Gênero: Romance, suspense

Tradução: Sandra M. Stroparo

ISBN: 8542212657, 9788542212655

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Canção de Ninar conquistou o Prêmio Goncourt e foi o livro mais lido na França em 2016.

Com todo o seu poder atrativo da narração, desde a primeira página, em sua primeira frase: “o bebê está morto”, tomamos conhecimento que este não será um livro fácil. Difícil também é a decisão de largá-lo, a vontade é de seguir lendo sem interrupções até descobrir porque esse mal terrível caiu sobre aquela casa, porque duas crianças são mortas e em quais circunstâncias.

Entramos na vida de mulheres que, ao seu modo, tentam recuperar seu espaço na sociedade, sejam ricas ou pobres, sentimos a luta diária necessária para se desvencilharem das amarras de uma sociedade de oprime, que cobra uma maternidade perfeita e exige que sejam receptáculos silenciosos de problemas e doadoras singelas de afeto, educação e boa criação. São questões sociais de mundo, mas que atingem o nosso pessoal individual.

Conhecemos os pais, Myriam e Paul, e os filhos, Mila e Adam. Uma família parisiense de classe média que busca melhorar de vida, mesmo que para isso tenham que entregar a educação dos filhos para outra pessoa. Quando a mãe decide sair de casa e voltar a trabalhar, a família inicia a busca por uma babá, e encontram Louise, fortemente elogiada, eles sentem que fizeram uma boa escolha.

Em alguns pontos do livro senti cansaço pela descrição da rotina da família, tudo para conhecermos a perfeição da babá e o completo desequilíbrio familiar. Nesta balança um peso pendeu e algo se rompeu, e em cada frase bem cuidada descobrimos os motivos da quebra, como um estalo que nos desperta, para mostrar que a leitura de um livro não é a busca incessante pelo seu desfecho, mas a emoção de avançar cada página e viver realmente o desenvolver de cada personagem.

Avaliação: 4

 

  • Você já leu esse livro ou ficou com vontade de ler? Me conte o que achou.

 

Grifo: “Ela se contentaria em observá-los viver, em agir na sombra para que tudo ficasse perfeito, para que a máquina nunca parasse de funcionar. Nesse momento ela tem a convicção íntima, a convicção ardente e dolorosa de que a sua felicidade pertence a eles. Que ela é deles, e eles são dela”.

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